Educação e Prática Interprofissional colaborativa reuniu especialista, acadêmico, pesquisador e gestor

As visões de várias práticas para o URM possibilitou a troca de conhecimento

A mesa redonda Educação e Prática Interprofissional colaborativa: estratégicas para o Uso Racional de Medicamentos apresentou a visão de profissionais da academia, da gestão em saúde e da educação permanente. A mesa foi moderada pelo Coordenador-Geral de Monitoramento das Políticas Nacionais de Assistência Farmacêutica e de Medicamentos do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde CGMPAF/DAF/SCTIE/MS, Evandro de Oliveira Lupatini.

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Carmen Lupi, Jardel de Oliveira, Evandro Lupatini, Marselle Carvalho e Claudia Brandão
Foto: Edgar Marra

Claudia Brandão Gonçalves é membro da Secretaria Executiva da Rede Regional de Educação Interprofissional das Américas e abriu a mesa redonda indicando a interprofissionalidade que a aprendizagem interprofissional deve ser valorizada para a formação de competências para o efetivo trabalho em equipe, se mostrando potente para o exercício da colaboração como aspecto diferencial no trabalho em saúde. Para tal, deve-se considerar as realidades locais e o modelo de formação competitivo, no entanto é importante que haja fazer um exercício permanente de análise dos aspectos que determinam cenários mais favoráveis à formação de profissionais mais aptos ao trabalho interprofissional. Cláudia destacou também que é necessário um novo (re)desenho para a educação das profissões da saúde, em que se considere as conexões entre da educação com o e os sistema de saúde e que se estabeleça compromisso da educação interprossional com o URM.

Na perspectiva da enfermagem, a Coordenadora da Câmara Técnica de Atenção à Saúde - CTAS do Conselho Federal de Enfermagem, Carmen Lúcia Monteiro Lupi, apresentou o cenário de atuação de diversos profissionais que compartilham objetivos comuns, mas têm relação independente e limitada interação. No campo da educação, a coordenadora apontou a proliferação de escolas de graduação com projetos políticos pedagógicos frágeis, o predomínio da educação uniprofissional, a utilização da trasndisciplinaridade com poucos fundamentos, além da necessidade de revisão das Diretrizes Nacionais para a Enfermagem. No campo de atuação dessa profissão,  Carmen sinalizou a importância das competências para a prática interprofissional colaborativa, as quais englobam que inserem a comunicação, o cuidado centrado no usuário, a clareza na definição de papeis profissionais, a dinâmica da equipe, a capacidade para a resolução dos problemas e a liderança colaborativa.

Do ponto de vista da prática acadêmica, a professora doutora Marselle Nobre de Carvalho apresentou a experiência educacional da Universidade Estadual de Londrina, que contempla dois módulos de Práticas de Interação Ensino, Serviço e Comunidade no primeiro e segundo anos dos cursos de medicina, farmácia e enfermagem. Tal método que permite que a grupos de estudantes atuem arem em atividades em sala de aula, na Unidades Básicas de Saúde - UBS - e junto às famílias e comunidade, buscando. Os módulos buscam atender às necessidades de saúde na perspectiva da família e do serviço de saúde.

Quanto à visão do gestor em saúde, o coordenador da Comissão de Farmácia e Terapêutica - CFT - da Secretaria Municipal de Saúde de Florianópolis em Santa Catarina, Jardel Corrêa de Oliveira, apresentou as ações da CFT, a qual que se conforma como uma instância com caráter consultivo técnico e deliberativo da SMS. Constituída por diferentes profissionais, como multiprofissionais cirurgiões-dentistas, enfermeiros, farmacêuticos e médicos, a CFT promove incorpora ações técnicas, como a elaboração de pareceres, e notas técnicas e informes sobre o URM, e de comunicação, como disponibilização de site e aplicativo de comunicação móvel por que incluem grupos de profissionais que utilizam aplicativo de comunicação móvel, informes sobre o URM e o site da comissão. Ações de educação permanente são disseminadas nos canais da comissão. O espectro amplo de atuação da CFT apresenta desafios a serem superados, como articulação entre os diferentes entes federados, adesão dos prescritores à Relação Municipal de Medicamentos Essenciais e integração de informações sobre URM divulgadas em boletins nacionais e internacionais. a atualização do site, a ausência de políticas de incentivo dentre outros.


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